terça-feira, 17 de junho de 2008

Humildade com as forças da natureza e com humanos...



HUMILDADE NAS INTEMPÉRIES e nas ações dos humanos
“por detrás da matéria há algo de inexplicável”.
Pode-se começar por aí, nesta frase de Einstein a explicar o que seja Humildade e a necessidade de possuirmos ela frente às intempéries da natureza (também).
Pode ser uma virtude humana guiada pela razão e pela fé. Razão é quando temos o discernimento para agir com conhecimento técnico. Fé nem vou entrar neste mérito por que cada um tem sua teoria. Assim, a humildade não é depreciativo, é saber exatamente o que somos o que valemos e envidar esforços para melhorar, se aperfeiçoar. Mas, a verdadeira humildade, é aquela que o homem tem consciência e possui uma convicção do que ele é, da sua capacidade, da sua força ou da sua fraqueza, compreende a sua inferioridade, reconhece seus limites mas, não sofre por isso, se esforça e trabalha para ser melhor e procura constantemente seu aperfeiçoamento.
Ser humilde é saber ir até o ponto de não interferir nos outros, ser humilde é não intrometer-se na vida dos outros. E normalmente ela ocorre com o decorrer da idade, das experiências e tropeços. Os novos em idade tem a tendência a "achar" que sabem tudo. Ainda bem não é!!!!???é necessário que alguém arrisque e transforme o curso das "normalidades".
A humildade é uma virtude que atua sem ilusão, sendo guiada pela razão, fator este importantíssimo numa velejada, reconhecendo as forças da natureza e estando preparado para agir em casos extremos. Humildade com técnica é o seguinte: só se aproximando com humildade da coisa é que ela não escapa totalmente (daí surgem as mais diversas interpretações, onde cada um reflete para sí).
Na visão do filósofo Kant, é “o sentimento da pequenez de nosso valor perante a lei” considerando ele hipocrisia pretender os favores de Deus ou dos homens.
Agora, no “trato” com os humanos a “coisa” muda, como bem nos lembra Freud, que os homens não são criaturas meigas e suaves, mas sim seres agressivos, que encontram prazer em seus impulsos de dominação. Consta que certa vez perguntaram a Buda se devemos pagar o mal com o bem. E Buda respondeu: “Não. Devemos pagar o bem com o bem e o mal com a justiça.” Então, "parece" que a receita é ser humilde com as forças da natureza (clima) e ter precaução com humanos.
E fica a reflexão: Por que o mar é tão grande, tão imenso? Por que teve a humildade de colocar-se alguns centímetros abaixo dos rios.

domingo, 15 de junho de 2008

Como se localizar no mar?







A tecnologia nos proporcionou facilidades que permitem a localização rápida e eficiente. Cartas náuticas da região a navegar, compasso, régua náutica, borracha, lápis e alguns GPS (um para uso e os outros dois sobrassalentes ficam numa panela de pressão-previne de descargas magnéticas e umidade).



auto motivação







Não é "mole" efetuar as revisões em um veleiro. Quando tudo parece que está em ordem surgem novas tarefas. Mas agora o painel solar está corretamente instalado para que o rádio VHF tenha energia e a TV de LCD possa funcionar. Na foto acima está o painel de comandos eletrônicos que apesar de toda fiação ser nova tinha duas soldas desconectadas dos terminais elétricos (chave geral), que impossibilitava a iluminação da bússola externa. Bomba hidráulica de água para a pia e chuveiro funcionando OK. Fogão de uma boca OK. A vela genoa 2 (vela da frente) foi encaminhada para a revisão das costuras no Iate clube Veleiros da Ilha.
Para que se tenha vontade de fazer isto tudo, tem-se que ter uma "baita" auto-motivação. Mas de onde vem isto?????????????
Na visão de alguns pensadores, a motivação pode ser definida como um processo endógeno, responsável pela intensidade, direção e persistência de uma pessoa para atingir determinada meta.
Abraham Maslow, Frederick Herzberg, Douglas MC Gregor, Skinner, Alderfer, Turner, Lawrence, Adams, Vroom e Hackman Oldham são precursores deste pensamento.
Motivação é o balanceamento entre o desempenho do profissional e a satisfação das necessidades. O desempenho de uma atividade é saber o que fazer, saber como ter vontade ou a energia própria para agir.
A motivação é um conjunto de fatores psicológicos (conscientes e inconscientes) de ordem fisiológica, intelectual ou afetiva, as quais agem entre si e determinam a conduta de um indivíduo (Dicionário Aurélio).
Para Maslow, as necessidades são: fisiológicas (alimento, ar, água, abrigo, sexo); segurança (poupança, saúde, INSS); social (relações sociais); ego (autoconfiança, auto-estima, reputação; auto-realização; auto-satisfação).
É o esforço que a pessoa faz para atingir determinado objetivo, que engloba uma expectativa de desempenho e resultado em função de um desempenho.

Temos companheiros


Dois veleiros de Suíços estão ao lado do Imperador. Um deles, o da foto, é construção caseira, de alumínio, com 33 pés (cada pé = 0,3048 cm). Conversando com um dos ocupantes, idade aproximada de 28 anos, ele me falou que não tem previsão de parar de velejar. Quando faltar dinheiro voltará para a Suiça, trabalhará um pouco e continuará a viagem. Já estão há dois meses em Florianópolis e irão até Buenos Aires no verão, quando os ventos predominantes de Norte, Nordeste irão "empurrar" o barco até lá.

Quer ter o que fazer? Quer se divertir? compre um veleiro


Tudo tem que ser revisado, no mar não tem um mecânico de prontidão para nos auxiliar. Mas estas revisões dependem das condições climáticas. Por exemplo, para trocar a lâmpada que estava queimada no topo do mastro (luz de tope), o dia tem que estar calmo, sem ondas, sem chuva, para que alguém possa ser içado até lá. Na foto o profissional Sr. Guedes executando esta atividade. Sua vida estava em minhas mãos, já que eu comandava o cabo de içamento. Um "mal súbito" e tchau Sr. Guedes.

sábado, 7 de junho de 2008

Colocando projetos em prática...


O tempo gasto só tem algum significado quando um dia os planos deixam de ser planos e se transformam em ação. Está na hora de envelhecer os planos. Então decidi neste dia 06/06/2008 efetuar minha primeira velejada sozinho.
Ao lado fotos do piloto automático na travessia da baia em florianópolis.

Após alguns cálculos e visualização da carta náutica, é só programar o rumo que se deseja que o piloto "leva" o veleiro. Nas fotos aparece o rumo 225º.

Muito calmo



CINCO DE JUNHO DE 2008. Esta foi a noite mais calma que passei à bordo do Veleiro Imperador. Mar totalmente calmo durante a noite na pequena baia em Santo Antônio de Lisboa-Florianópolis. Nem parecia que eu estava embarcado. Só faltou um vinho chileno, mas estou providenciando uma adega (beber só quando estiver atracado e com segurança).
Às 06:15 reclamei para um pescador que passava à bombordo do Imperador, que hoje não haveria vento para dar umas bordejadas. Ele me disse: vai dar vento sul. Mas como sabes? perguntei eu...Ele falou: Táz vêndu aquél nuvi? ólhi! ólhi! ólhi!
Que nuvem? perguntei eu. Aquela moço...
Obrigado pelo moço, mas a internet disse que não haveria vento. CONCLUSÃO: pelas 10:30 veio um ventão sul de arrepiar !!!!!!!!