sábado, 7 de junho de 2008

Acordando no mar


Acordar numa baia calma dentro de um veleiro é algo sublime, digamos assim. Primeiro são as tainhas se alimentando de cracas na parte submersa do veleiro (as ditas obra vivas= tudo que fica na água), ar puro, mar calmo, sem o tumulto das cidades com a correria desenfreada, discussões no trânsito e as pessoas correndo sem saber direito o por quê e para quê.
Ao lado minha cama "meio casal". Dá para dormir "legal". Tem até uma coisa que eu detestava: tapete. Mas tudo isto é bom quando o mar está calmo (hehehehe).
Então surgem as perguntas: só continuar vivendo ou aproveitar o potencial? É só isto que eu quero? Não está faltando alguma coisa? Estou sendo a pessoa que quero, que desejo ser? O que é importante, simplicidade ou acúmulo? Para que tudo isto? Quero esta civilização que me foi imposta? Por que não posso viver longe desta civilização e longe se seus problemas?
Talvez a mesmice me incomode, ou as rotinas.

Administrando um veleiro


Verificando o arcabouço de idéias existentes nas Teorias da Administração, pode-se verificar que várias idéias são aplicáveis e comparáveis com as habilidades necessárias a um velejador ou uma organização com centenas de pessoas. Para velejar é necessário que sejam efetuadas atividades administrativas orientadas para o campo do planejamento, diagnóstico e decisão, equacionando estratégias de ação adequadas e eficazes para soluções de problemas e situações.
Primeiramente pode-se conceituar a empresa de um homem só (velejador solitário, o single handed) como sendo “empresa rudimentar”, e o corpo social (que pode ser uma pessoa) tem que desempenhar várias missões administrativas, como: o programa de ação deve ser preparado e executado; ter direção competente e forte; formular decisões claras, nítidas e precisas; manter disciplina, regras e normas; os interesses particulares devem estar subordinados ao interesse da empresa; zelar pela ordem material; manter tudo sob controle (CARAVANTES, 1998). Para Fayol, organizar uma empresa é dota-la de tudo que é necessário ao seu funcionamento: matérias primas, utensílios, capital e pessoal.
Num veleiro, como exemplo, a matéria prima podem ser o vento e o óleo diesel para o motor; os utensílios podem ser o radar, o GPS (vários para garantir), rádios, balsa salva-vidas, foguetes de sinalização, medicamentos e o dessalinizador; o capital é valor necessário para adquirir a empresa (o veleiro) e para a manutenção mensal (custos de marinas, diesel, reformas, alimentação); o pessoal é o capitão da embarcação e a assistência em terra de Marinhas dos países, guarda costeira, eletricistas, pintores, marceneiros e mecânicos nas marinas de atracação.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

administrando os riscos e erros


Agora é a fase das revisões do veleiro. Mas para que tanta revisão? Digamos que está sendo analisada a questão sobrevivência, onde o mínimo de coisas devem/podem dar errado, já que eliminar totalmente o que pode dar errado é quase impossível. Então, o bom senso no diz que devemos olhar cada parafuso, cada conexão, sistema hidráulico, cupilha, eletrônicos, fiação, estado do casco, velas, enfim, tudo...para reduzir os risco e o regresso ser vitorioso.

Risco é a possibilidade de ocorrência de um resultado indesejável, como conseqüência de qualquer evento. Devido às incertezas, o risco é um fato, é inerente . As conseqüências do risco podem afetar o desempenho, o custo, o cronograma de tudo. Para reduzir risco é possível que um projeto tenha que ser reformulado e assim, o risco administrado.
Estamos constantemente sujeitos a risco de todos os tipos. Alguns podem ser evitados, outros não são totalmente eliminados. Para os que não podem ser eliminados, deve-se verificar a probabilidade de ocorrência, a grandeza ou severidade do evento. Assim, os riscos podem ser internos ou externos (do veleiro, clima).
Como avaliar? Decompor o sistema em elementos ou componentes (velas, casco, eletrônicos...); identificar possíveis eventos causadores (soldas da fiação, costuras das velas, estado do motor).
Os riscos estão associados a: maturidade, incertezas, orçamentos, ambiente.

terça-feira, 3 de junho de 2008

popa



Vista da popa e través da embarcação e do vaso sanitário com a bomba hidráulica (tem que ter bundinha).
Popa=ré (aft), través= lateral (boreste ou estibordo- neste caso acima).
Bombordo é o lado esquerdo das embarcações. Boreste ou estibordo é o lado direito. A parte da frente é proa e a parte de trás é a popa.

geração de energia resolvida


Para que tenhamos um mínimo de conforto à bordo, se faz necessário energia 12 Volts onde não há conexão para 220 V. Esta energia é obtida através de baterias (3) que são alimentadas por um painel solar flexível e um pequeno gerador acoplado ao lado do motor, conforme a foto. Isto é suficiente para abastecer uma geladeira (para barcos), TV LCD, rádio AM/FM/CD, rádio VHF (náutico), bateria do Lep Top e várias lâmpadas internas e lâmpadas (4) de navegação externas do veleiro.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

mais fotos



vista da entrada (acesso interno-"companionway") ao veleiro e sala. Em fase de revisão é assim, ferramentas por todo o lado.

Iniciam-se os treinamentos




Buenas, veleiro adquirido (O' Day), agora iniciam-se os treinamentos. Ledo engano!!!! Agora é hora de revisar tudo, de conhecer o barco, cada parafuso, cada fiação, cada pedacinho de vela etc. Este veleiro foi totalmente reformado em 2007 e 2008 no Iate Clube Veleiros da Ilha, mas apesar disto alguns probleminhas já foram detectados, como bomba de água para pia e chuveiro que não funcionam, mangueiras do vaso sanitário "estranguladas" (apesar de novas), conexões inadequadas para embarcações (foram colocadas conexões hidráulicas de residências), soldas da fiação ineficientes, alguns fusíveis inexistentes, piloto automático inoperante, falta de equipamentos de segurança exigidos pela Marinha do Brasil. Agora é mãos à obra.